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8 de maio de 2011


Esse tchururu aqui dentro bate meio assim :

E mesmo que o seu destino não me pertencer, eu nunca vou te esquecer, pois ninguém nunca chegou tão longe assim em mim, como você. É mais que paixão, eu sei. É mais intenso do que eu possa imaginar, eu sei também. Depois de você, não existe ninguém e, mesmo, eu não quero que exista. Você é insubstituível, inexplicavelmente extraordinário. Simples assim. É mais forte que tudo, mais forte que eu. Talvez eu não seja a pessoa certa, talvez eu não tenha nascido pra você, mas espero que eu tenha chegado pelo menos perto de onde você, conseguiu chegar e tocar. Você conseguiu me tocar, chegar o mais perto possível do amor perfeito, de tudo aquilo que eu sempre sonhei e esperei. Só você consegue me fazer feliz de verdade. Só dá certo com você, só tem magia com você, só tem encanto se for VOCÊ, pois difícil foi te encontrar e mais difícil ainda vai ser se o meu destino não for seu. Eu não suportaria, não ser sua. Mesmo que eu tentasse, talvez eu não pudesse explicar racionalmente o que me leva a gostar tanto de você; o que me leva a sentir tão bem e feliz de ter você aqui. E eu ? ah , eu enfrentaria mais 9.235.245.345 shows lotados, pra estar só por mais um tempinho com você. Queria te dar o abraço mais forte do mundo e dizer aquelas três palavras no seu ouvido, depois de te entregar um embrulho com algum presente que eu provavelmente demorei eras para escolher. Dizer o quanto tu mudou minha vida e o quanto eu agradeço por ter te conhecido. ♥.♥'³ Comentar que gosto do seu perfume e do seu sorriso. Antes de te conhecer, admito que o tempo foi ingrato comigo,mas ele sabia o que estava fazendo.E quando menos esperei, ele te colocou em meu caminho, trazendo para minha vida alguém que eu não conhecia. A pureza de um carinho, um olhar de felicidade que você expressa através da alegria que seu coração me retribui, nunca imaginei gostar de alguém assim. eu paro pra pensar e imediatamente me decido, é você que eu quero pro resto da minha vida ou pro resto dessa fase. é muito difícil admitir a mim mesmo que eu sinto uma necessidade viva e constante de estar com você, ouvir sua voz e sentir sua pele tocar a minha. pouco a pouco enterro mais meu medo da decepção e me envolvo mais intensamente. intenso, essa é a palavra pra tudo o que sinto quando estou com você, é tudo bem melhor. não me bastaria falar sobre o quanto eu gosto de você, eu teria que gritar ao mundo todo, não me bastaria um beijo rotineiro, eu quereria um beijo apaixonado. eu quero você só pra mim, exatamente como você é. cada um dos seus defeitos te torna mais perfeita aos meus olhos. mesmo que a gente não fique juntos pra sempre, mesmo que acabe, nunca destrua o meu carinho por você. nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você sorri pra mim. É só o que eu peço, você é tudo que eu preciso para ser feliz, te amo muito. Gê D. ♥
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22 de abril de 2011


eu não quero ir deitar, não quero ter que encostar a cabeça no travisseiro e fechar os olhos, porque sei que vai doer, não vou me conter e as lágrimas vão acabar por me vencer novamente. Não posso dormir, tenho medo de sonhar denovo contigo e acordar deprimida, com lágrimas nos olhos e o coração pesado. Não pensei que a saudade machuca-se tanto, hoje choro e já nem sei direito o porque, chorar se tornou tão normal como respirar. Mas por mais que doa, eu não consigo nem posso desistir, o amor machuca sim, a espera mais ainda, mas vale a pena. Eu sei que vale.
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15 de janeiro de 2011


Sobre ela ...


Naly era uma menina interessante. Ela gostava de contos de fadas. Onde o bem sempre vencia no final. E onde a princesa sempre vivia feliz e com quem amava. Seu pai costumava chamá-la de "minha princezinha". E de fato ela o era. E como tal, passava dia após dia vivendo um monólogo, onde ela era a princesa e também o príncipe. Ela imaginava cada detalhe do encontro perfeito, da conversa perfeita, da dança perfeita, do beijo perfeito. Ela acreditava tanto naquele mundo encantado que, alguns instantes antes de cair na imensidão dos sonhos, via a fadinha que tinha na mesa de cabeceira piscar-lhe um olho, como que se prometesse que seu desejo seria realizado. E como para Naly cada dia era um dia especial, ela colocava perfeitamente sua maquiagem, aquela que destacava seu olhar delicado, mas decidido. Colocava a roupa que mais mostrasse seu estado de espírito do dia. Ela ia para escola todo dia, esperando que ele a encontrasse. Sim, mas ele quem? Ela não sabia. Mas ela sabia que quando ele viesse ela o reconheceria. E de fato quando ele apareceu, ela instantaneamente o reconheceu. Ela lhe deu seu melhor sorriso, e quando ele retribuiu ela sentiu as tão esperadas borboletas no estômago. Mas na hora da saída, enquanto ela imaginava ele vindo em sua direção e dizendo o "olá" mais importante da sua vida. Ela o viu com outra garota, aos beijos. E enquanto uma lágrima morria entre seus lábios a esperança pintou-lhe os olhos novamente, porque ela sabia que um conto de fadas não era trilhado em um caminho reto, um conto de fadas sempre tinha espaço para a reviravolta no terceiro ato.


E como toda princesa, ela teria seu conto de fadas.

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10 de dezembro de 2010


Proucura-se a verdade


Uma amiga minha tem certeza de que está sempre certa. Do conselho para alguém que acabou de terminar um namoro às melhores estratégias para ir bem numa prova: ela tem a chave de tudo. Ou acha que tem, né. Enfim. Outro dia, começamos uma dessas discussões que a gente sabe que não vai levar a lugar nenhum, mas dá o sangue nela (certo, exagerei). Ela, claro, tinha certeza de que estava com a razão, e eu, bem, er… eu também. Discussão vai, discussão vem, e eu me lembrei da placa do cachorro.


Calma, vou explicar. Um dia, eu estava andando serelepe pela rua, quando vi um poste com um desses avisos assim: "Dona desesperada procura seu cachorro, cor tal, nome tal etc". Não sei por quê, logo imaginei que louco seria encontrar uma placa assim: "Dona desesperada procura a verdade, tamanho tal, sobre tal assunto etc". Aí eu mesma ri da minha divagação idiota (tenho várias, ok? Assumo!). Idiota por dois motivos. Primeiro, porque é idiota e pronto. Segundo, porque a verdade não tem dono, né? É muito triste quando a gente percebe isso, mas fazer o quê? Também odeio que chocolate engorde e que chova nos finais de semana, mas as calorias e a chuva estão aí.


É claro que, quando a gente percebe isso (que a verdade não tem dono, caso você não esteja prestando atenção), é normal pensarmos logo em seguida: "Bem, então é a festa da uva! Todas as opiniões são válidas, uhu!" Que dez da manhã é o melhor horário para comer abacate, que namoros devem durar 78 dias, que Deus existe e tem formato de girassol e que todas as pessoas que comem cereal de manhã são volúveis: tudo estaria no mesmo saco. Bom, não é beeem assim, né. Você já deve ter reparado que as opiniões não vêm do nada: tem coisas que as fundamentam.


Um agricultor vai dar um parecer melhor do que eu sobre, sei lá, plantar tomates, e quem se informa terá mais argumentos sobre as eleições do que quem não sabe o que está acontecendo. São opiniões mais bem fundamentadas, digamos, embora isso não signifique que estejam certas. Mas, para complicar um pouco, acontece de as opiniões serem bem fundamentadas para uns, mas não para outros, já que eles usam critérios diferentes para definir qual fundamento vale: o agricultor argumenta usando a técnica, um religioso fala que o melhor é aliar a técnica à oração, uma astróloga garante que não nasce nada enquanto Júpiter permanecer retrógado e um incrédulo diz que não existem tomates e tudo é uma ilusão. Ai, ai! Assim caminha a humanidade: todos brigando pela tal posse da verdade.


Voltando à minha amiga: no fim, não concordamos em tudo, mas chegamos a várias conclusões em comum. Como critério, escolhemos demonstrar racionalmente nossos argumentos: um fala, o outro rebate e assim vai por algumas horas. Que bom seria se fosse simples assim com a humanidade também, né? Mas não dá. São muitas pessoas e muitas opiniões, além de critérios, culturas e crenças diferentes. Quer dizer, isso é o que eu acho. Minha amiga tem certeza de que o mundo só vai levar mais algumas horas, ou melhor, alguns séculos, até tudo melhorar. Aliás, era sobre isso nossa discussão. O que você acha?

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6 de dezembro de 2010


A sorte está lançada


Muita gente acha que, se a gente se esforçar, consegue tudo o que quer e mais alguma coisa. E se a gente não consegue? Bem, então não estamos nos esforçando, dã. Para essa turma, a fé move montanhas, querer é poder, a esperança é a última que morre e blá-blá-blá. Quem não realiza seus sonhos é um preguiçoso e os infelizes são infelizes porque cavaram sua própria sepultura. Beleza. Acho até dinâmico pensar assim – embora sem exagero e sem simplificar tanto as coisas. Mas o ponto é: no meio de tanta auto-suficiência, onde foi parar o trevo de quatro folhas?


Não sei se você tem ou já teve um. Eu, quando era criança, não só tinha como acreditava que ele me trazia uma sorte danada. Levava comigo também um pé de coelho, que ganhei numa festa junina – aquele sim, trazia toda a sorte do mundo! Menos para o coelho, é claro. Eu também acreditava em cristais, e em não deixar um gato preto passar na minha frente, e em não passar debaixo da escada etc. Tudo com o mesmo propósito: chamar a sorte. Com ela ao meu lado, seria mais fácil conseguir tudo o que eu queria! No caso, "tudo o que eu queria" devia se resumir a mais roupinhas para minha Barbie, mas ok, respeite os sonhos alheios!


Bem, fui crescendo e ouvindo por todos os lados que essa história de sorte era uma bobagem e que, se eu quisesse algo, precisava fazer acontecer. Todo o meu arsenal sortudo ficou no fundo do armário, junto com meus papéis de carta (ai, eu adorava! Tinha de todas as cores e com todos os desenhos. Saudade! Enfim, continuando). Se dar bem não era mais sinônimo de sorte, mas de mérito, e fracassar não era azar, mas incompetência. Foi como se o mundo tivesse colocado uma mochila de uma tonelada nas minhas costas. E eu ainda tinha a mochila da escola para carregar!


Acontece que, um dia, numa feirinha, vi uma banca de cristais. Estava lá uma ametista roxinha, igual a uma que eu tinha quando criança. Tão fofa! Comprei. Para quem não sabe, parece que essa pedra é tipo a rainha das pedras e neutraliza energias negativas. Na boa, eu não consigo neutralizar energias sozinha. Comprei a pedra. Não fiz contas para medir o aumento de energia positiva na minha vida, até porque não sei fazer essa conta, mas eu e ela nos damos superbem. E quer saber? Vou providenciar um trevo de quatro folhas também. Não vou procurar num jardim, é claro (já tentou? Eu tentei por anos!), mas comprar numa feirinha. Estou até pensando em doar meu gato preto. Ok, zoando: não tenho um gato preto.


Fica a pergunta: será que nosso sucesso ou fracasso só depende de nós mesmos? A sorte não precisa ter a forma de um gnomo, um anjo ou sei lá o quê, e vai saber se ela curte uma pedra mesmo, mas talvez ela exista e deixe as coisas um pouco mais fáceis. Quem sabe ela não ajuda a gente a estar na hora certa no lugar certo, e arruma os acontecimentos de forma a ocorrerem da melhor maneira? Aliás, já pensou se os tais acontecimentos já estão ordenados e a gente nem sabe? Se estivesse tudo escrito nas estrelas, o mérito podia até perder um pouco a graça, mas o fracasso ficaria levinho… Afinal, não foi culpa nossa! Será?


Sei não. Na dúvida, dou o melhor de mim. E não largo mais minha ametista.

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21 de novembro de 2010


Reciclagem ^^


Hoje eu estava arrumando meu quarto e separando algumas coisas das quais já não utilizo mais - e algumas que nunca utilizei -. Aquelas roupas que já não servem mais coloquei em um saco. Organizei os livros empoeirados da estante, deixando de canto aqueles que eu não gosto tanto assim, aqueles que de tanto ler conheço parágrafo por parágrafo, e aqueles que a cada leitura, eu encontrava um significado diferente, e que hoje em dia, já não me diz mais nada. Coloquei-os dentro de um saco também. Peguei as três caixas que ficavam em cima do guarda-roupa cheias de CDs, olhei um por um - o que me fez lembrar de quando criança, limpava todos, e guardava em ordem alfabética -, organizei-os e separei aqueles que de tão escutados se tornaram monótonos, e aqueles que de tão velhos, acumulam manchas e milhares de riscos. Esses, joguei fora. Os outros coloquei também em um saco. Peguei as duas caixas de sapato com as minhas tranqueiras. Papel de bala, papel de bombom, entrada de cinema, flyer de show, cartas – da Wendy, algumas tão amassadas e antigas que torna ilegível algumas palavras -, bilhetes, brinquedos de Kinder Ovo, uma coleção de lacres coloridos, uma coleção de maços de cigarro, caixinha de fósforo, isqueiros, desenhos, correntes, pulseiras, anéis, medalhas, fotos, chaveiros, mais CDs, pingentes, embalagem de Tic Tac, amostras de perfume, adesivos, e tantas, mas tantas outras coisas, que eu não sei como consigo guardar somente em duas caixas. E depois de mais de uma hora olhando cada lembrança, guardei tudo, sem pegar sequer um dos papéis de bala pra jogar fora.


Agora, um pensamento me invade a cabeça. Mais ou menos assim: Acredito que arrumar a bagunça da vida, seja como arrumar o próprio quarto. A gente tira tudo pra fora, lembranças, sapatos, vontades, roupas, desejos, livros, e assim por diante e separa o que não nos acrescenta mais. A gente abre mão das roupas que quase nunca foram utilizadas e só ocupam espaço, das histórias carimbadas nos livros, pra que outras pessoas possam se alimentar daquelas palavras, dos CDs pra que outras pessoas possam aproveitar cada tom de voz. Nos livramos da poeira acumulada dos objetos velhos, e abrimos espaço pra que novas coisas possam preencher o vazio.


A vida, - assim como o quarto -, por mais que a gente jogue fora algumas coisas, sempre resta algo que não abrimos mão. Sendo assim: as lembranças. Igual aquelas duas caixas de "tranqueira" que eu havia falado. Que agora, ocupam um espaço no fundo do armário, e que ficarão ali pro resto da minha vida, ou até que eu troque de guarda roupa, - risos -.

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18 de novembro de 2010


Mudanças -.-

Eu me lembro de quando o meu maior problema era, ter colado chiclete no rádio do meu pai e estragado o porta CDs. Eu estaria sériamente encrencada quando ele voltasse pra casa. Quando o meu maior medo, era de que a professora de português, descobrisse que meu cachorro não tinha realmente deixado meu trabalho em pedacinhos, por que na verdade, eu nem tinha cachorro. Só preguiça. E minhas "brigas feias" com as minhas melhores amigas na maior parte das vezes acontecia por causa de uma barbie. Quando tudo oque eu queria era ser ruiva (como a personagem de um desenho), meu sonho de consumo era sempre uma boneca e eu tinha horror a ganhar roupa de presente de aniverssário. Eu queria crescer, ser adolescente, usar salto, maquiagem, poder sair sem meus pais e talvez ter um namorado bonitinho parecido com o ken. Eu enxergava pessoas de apenas 13 anos como gigantes e imaginava como seria quando, eu fosse do tamanho delas. Todas aquelas coisa de adolescente me soavam tão divertidas. Quando eu ficasse mais velha eu poderia fazer tudo, incluindo beijar (okNegrito, na época isso me parecia ser uma grande coisa). E agora me encontro aqui, não com 12 ou 13, mas beirando os meus 16 e eu realmente não sou nem um pouco gigante, não posso fazer exatamente tudo oque eu quero - nem um terço, pra ser mais exata - e de sexo, drogas e rock and roll a minha adolescencia não tem nada. Não que eu esteja interessada exatamente nisto agora, mas é assim que eu imaginei que seria, tirando a parte de "sexo e drogas" é claro. Naquela época eu nem sabia pra que isso servia, depois de um tempo eu descobri. Meus problemas e medos de agora, são muito maiores do que os de antes, mas eu descobri que não são nada comparados aos que virão. E que me esconder debaixo da cama, não os farão ir embora. E se eu não tiver com vontade de ir para a escola? Bom, chorar em frente ao portão só me fará parecer ridícula e a minha mãe não me trará de volta no colo, mas eu posso inventar que estou com cólica mestrual, ao menos isso. Eu uso maquiagem mas mudei de idéia quanto a ser ruiva, definitivamente não tem nada haver comigo. Raramente uso salto, agora eu sinceramente prefiro havaianas.
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14 de novembro de 2010


Não foram felizes para sempre

Mas é só o fim da história que importa? Outro dia, uma amiga veio aqui em casa, começamos a conversar sobre literatura e acabei, meio a contragosto, emprestando um livro para ela (sim, sou essa pessoa chata que não gosta de emprestar livros! Ninguém devolve. Sei disso porque estou cheia de livros dos outros em casa). Bom, depois que emprestei, fiquei toda curiosa para saber o que ela tinha achado. Ela não costuma ler muito, mas eu tinha a certeza de que deste livro, ela ia gostar. Depois de enrolar meses, ela finalmente começou a ler. Daí, um dia ela entra no MSN e fala: "Terminei o livro". Pergunto: "E aí. e aí?" E ela responde: "Ah, não gostei do final." Sério. "Não gostei do final": isso é tudo o que ela tinha a dizer? Suspirei e perguntei oque ela achou, então, das outras 290 páginas, já que não tinha curtido as ultimas dez. "Ah, sei lá, achei que a história ia acabar indo pra outro lado", ela respondeu. Desisti e não comentei mais sobre o livro (a não ser para cobrar a devolução). E fiquei pensando: quantas vezes a gente não dá muito mais valor ao final das coisas do que a história toda? Nem é só com livros ou filmes. Tem gente que tem um namoro perfeito, que durou três anos felizes, sem nenhuma discução. Ok, isso não existe. Mas enfim, o namoro foi lindo a maior parte do tempo e teve um final péssimo - digamos, o cara se apaixonou por uma menina e ambos fugiram para o Caribe. Por que essa parte tem que apagar os três anos inteiros, como se eles não tivessem valido a pena ? Tenho uma amiga que ama com todo o amor dela detonar o ex porque ele a largou de repente (embora não tenha fugido para o Caribe com ninguém). Hoje, ela já está toda serelepe com outra pessoa, mas, se você pergunta sobre aquele namoro, ela já vai respondendo que foi uma história sofrida, que quase morreu e tal. Ou seja, os momentos em que os dois tomavam sorvete sorvete, os passeios a harmonia , tudo sumiu, e ficou só um cara sem coração e um fim sofrido. Pior, ficou aquela sensação de "não deu certo". Aliás, se tem uma coisa que sempre detestei nos meus fins de namoro é que alguém me perguntava: "Ah. mas por que não deu certo?" Só porque acabou, não deu certo? Para mim, passar um tempo feliz com alguem é, sim, dar certo com essa pessoa, vai. Já me peguei fazendo isso também: encanando com a parte chata de uma conversa que por horas, foi tão agradável; recordando justamente a hora da festa que não foi legal. Por que ? Por que ? Pode ser hábito, pessimismo, memória ruim. Sei lá. Só sei que eu, até hoje, não faço a menor ideia se existe vida depois da morte. Sem querer ser mórbida nem nada, se não existir, a gente vai ter que se contentar com um final bem sem graça para nossa trajetória: puf, sumimos da Terra. E aí, a vida valeu menos por causa disso ? Não acho. Prefiro me focar nas 290 páginas que eu aproveitei.
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10 de novembro de 2010


Amor estranho amor.

A vida é recheada de momentos, que realmente nos pegam de surpresa. Coisas oportunas em momentos improvaveis, resolvi então contar a vocês, detalhes da minha ultima paixão. Passou o percurso inteiro olhando pra mim. Tentou ser discreto. Nós mulheres podemos ter dúvidas sobre estarmos sendo admiradas ou perseguidas - tudo bem vai, eu bem que corespondia -. Pensei que, se agente descesse no mesmo lugar, seria um sinal divino de que deveriamos nos conhecer. E então, quando o apito soou, nos levantamos juntos. Juntos mesmo, como não conseguiriamos se tivesemos combinado. Juntos de forma que arrancariamos aplausos dos demais passageiros se eles não estivesem oucupados demais fazendo nada. Imaginei que filmes ele gostaria de ver. E pude notar que ele reparava em minhas pernas. Caminhamos para a porta e nesse instante, nossos olhares se cruzaram. Ele sorriu, mas permanecemos ali em frente a porta, um ao lado do outro, assistindo as paredes dos tuneis passarem sem novidades. Me passou pela cabeça o lugar ideal para nossa primeira vez. Tentamos não mover a cabeça, mas ele tambem lançava o maximo que um olhar diagonal pode alcançar. Qualquer um que nos visse de frente pensaria que eramos estrábicos. O ônibus parou e colocamos o pé direito na plataforma ao mesmo tempo. ( eu sei a essa altura, nem eu podia acreditar). Fomos caminhando e tentando ficar lado a lado, e assim seguimos até o fim da plataforma. Já podia ver a porta, seria o fim ou o começo ?? Pude imaginar oque se passava por aquela mente masculina; " E se ela tiver namorado ? E se tiver voz irritante ? ou quem sabe, bipolar por opção ?" Então cai na real; Ele poderia ser um tarado, ou um carente que se apaixona, pela primeira que vê, e se ele se chamasse Adamastor ? A ficha caiu, percebi que a disposição de mudar minha vida era muito pequena perante o momento. Foi o fim de uma relação intensa e sem briga alguma. Provavelmente a melhor da minha vida :)
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